Contacto | Aviso legal english português České deutsch

Planeta Alimentar

Alimentação Sustentável para tod@s

 

Sumário

Instalação pedagógica para consciencializar para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em particular o ODS 2 - Erradicação da fome - e o ODS 12 - Consumo responsável. Através de um conjunto de fotos e de um mapa é possível construir uma mensagem visual sobre a alimentação ao redor do mundo.

De forma simples e eficaz os visitantes podem colocar as fotografias sobre o mapa Mundo e assim testar também os seus conhecimentos geográficos.

Detalhes

 

  • O que comem as famílias ao redor o Mundo?” A resposta a esta pergunta foi visualmente apresentada pelo fotógrafo Peter Menzel que percorreu o mundo e registrou as dietas de várias famílias , bem como a disponibilidade de alimentos.
  • A partir deste conjunto de fotografias é possível abordar as questões relacionadas com a fome e a soberania alimentar, bem como as questões ligadas ao consumo responsável.
  • É uma atividade que pode ser desenvolvida individualmente em que os visitantes colocam as fotografias no Mapa e observam de forma clara as diferenças na dieta alimentar em todo o Mundo.
  • Podem ainda ler 11 Mitos e Realidades sobre o tema despertando assim para uma análise mais informada sobre o maior problema solucionável do Mundo.
Museo Mundial_PT_Food_1
Museo Mundial_PT_Food_2
Museo Mundial_PT_Food_3

    Orçamento + recursos

    Budget needed:

    Quadro Branco de dupla face, com rodas e moldura de alumínio

    190 €

    Design

    600 €

    Impressão em vinil

    300 €

    Impressão de fotos

    100 €

    Imans

    50 €

    Design e Impressão do Folheto:

    700 €

    Total

    1.940 €

    Passo a Passo

    1º Passo:

    O que queremos abordar e porquê?

    A multiplicidade de temáticas globais que podem ser abordadas nos ODS leva-nos a uma análise cuidadosa sobre o que queremos abordar e como o queremos fazer. Esta análise deve ter em conta o tipo de coleção no Museu, o perfil dos visitantes e as atividades possíveis de executar. Abordar estas questões com a equipa do Museu permite recolher um conjunto de opiniões que mais tarde vão ser decerto úteis para projetar a instalação. 

    2º Passo:

    Localização

    Depois de identificado o tema, é necessário pensar no local. Um local onde a ligação à temática seja quase imediata para que a peça não esteja desenquadrada. É também necessário ter em conta as dimensões da instalação e a sua mobilidade para que não se torne uma barreira física aos visitantes.

    Nota: Tratando-se de questões alimentares não se deve descurar a cafetaria dos Museus que são locais muito frequentados.

    3º Passo:

    Mãos à obra

    Com o tema e o local definidos é necessário pensar quais os materiais necessários para a execução. Verificar preços, fornecedores e, no caso de serem materiais criativos, saber se é necessário proceder à devida autorização para a cedência de imagens. Nesta fase é importante identificar um fornecedor que possa dar resposta às necessidades de design e de impressão.

    4º Passo:

    Cronograma

    Depois de constituir a equipa alargada (com os fornecedores de serviço) deve-se estabelecer um calendário realístico para a implementação da atividade, conjugando as agendas de todos os envolvidos e tendo em conta que a instalação deve estar pronta numa data de grande simbolismo (por exemplo, tendo por base o calendários dos dias internacionais, como o dia da erradicação da pobreza, Dia Mundial da Alimentação...)

    5º Passo:

    Os produtos

    Com a adjudicação do trabalho aos fornecedores é necessário definir claramente quais os produtos que queremos conceber.

    Neste caso foi necessário definir o design dos materiais gráficos de suporte e a respetiva impressão, a estrutura móvel magnética para a colocação do mapa e os ímanes para colocar nas fotografias.

    Porque a estrutura não deve ser sobrecarregada com informação deve incluir –se um folheto em que o visitante pode ler mais sobre o tema : Contexto; factos e números; informação adicional; apelo à ação; ligação entre o Museu e o ODS e fotos.

    6º Passo:

    Tudo o que queremos fazer e dizer

    A mensagem deve ser clara, breve e correta. Porque as imagens valem mais do que mil palavras deve-se privilegiar a parte visual para despertar no visitante diferentes opiniões. Neste caso, conhecendo de antemão o trabalho de Peter Menzel já sabíamos o tipo de análise que queríamos fazer à volta das fotografias.

    Nota: Para a reprodução de imagens é necessário solicitar a devida autorização.

    Pesquisa: De forma a ter os dados corretos e atuais pesquisámos em sites de instituições conhecidas pela sua capacidade técnica e de investigação científica. Para uma instalação que aborda as questões da alimentação sabíamos que teríamos de ler os últimos relatórios da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e do Programa Alimentar Mundial

    Nota: Os dados devem ser os mais atuais possíveis. A falta de precisão compromete toda a instalação.

    Redação: depois de recolhida a informação, é necessário redigir a mensagem que queremos colocar na instalação e a que queremos utilizar no folheto. Devem ser informações distintas, como uma linguagem acessível a todos os públicos.

    7º Passo:

    Aprovação dos materiais de apoio

    Folheto: O material de apoio à instalação é fundamental para garantir a reflexão sobre a temática, bem como a análise da informação que é transmitida. Neste caso a mensagem era clara, suportada por evidência e números. Quanto aos sites recomendados no folheto, optámos por sites que para além de informativos apelassem à ação. A mobilização de cidadãos em prol da justiça social é uma responsabilidade partilhada e como tal deve ser incentivada. Optámos por um site internacional, um nacional e um de uma organização local. Desta forma, a dimensão glocal (global + local) estaria assegurada. 

    O folheto deve ter uma ligação visual forte à temática em análise.


    O folheto foi aprovado pela equipa e enviado para impressão (2000 cópias)

    Placa de sinalização: É fundamental criar uma placa de sinalização junto da instalação, alertando o visitante que naquele local se encontra algo inovador. A placa foi criada em cartão capeline e fixada no exterior da capela.

    Tela: Todos os museus têm um mapa à entrada que indica as salas e as respetivas exposições. Assim, decidiu-se criar um mapa do espaço identificando as 10 instalações de todo o projeto.

    (Nota: Uma vez que é um processo moroso, e por questões ambientais, a melhor opção é aguardar que todas as instalações estejam colocadas e só no final imprimir a tela. Reduz os custos e os impactos ambientais.)

    Em todo este processo é essencial assegurar que o Museu concorda com tudo o que está escrito em todos os materiais de suporte. E é imprescindível assegurar a coerência gráfica entre todos os materiais produzidos, a cor, o tipo de letra e o tom da mensagem.

    8ºPasso:

    Implementação

    Depois de todo o material estar impresso e preparado é preciso identificar a data para a montagem da instalação. Chegado o dia é necessário registar fotograficamente o momento e garantir que tudo fica de forma a criar harmonia entre o espaço e a temática.

    Na cafetaria do Museu procedemos à montagem da instalação que consiste numa estrutura móvel com duas faces (120*150 cm) .


    Numa das faces foi colocado vinil com ilustração da mancha do Mapa Mundo com projeção de Peters. Nessa mancha foram colocados números, de 1 a 33, em todos os continentes. Foi também colada uma caixa branca em cartão a toda a linha horizontal do quadro onde estão as réplicas das fotografias de Peter Menzel retiradas do livro Hungry Planet . Nestas 33 fotografias apenas é mencionada a localidade e o nome do País .

    O desafio solicitado aos visitantes é que coloquem as fotografias no número que consideram ser o correto. Este desafio, inicialmente de cultura geográfica, depressa permite a visualização da dieta alimentar dos diferentes países do Mundo e os respetivos aspetos culturais e socioeconómicos dos vários povos fotografados.

    FACE A

    As respostas corretas estão no verso do quadro, onde ao nível do olhar o visitante pode ler os 11 Mitos e Realidades sobre fome e soberania alimentar ; mais abaixo encontrará as soluções ao desafio lançado na outra face do quadro ; o folheto e uma seção onde o visitante pode colocar, colando post its, soluções que podem dar resposta ao maior prolema solucionável do mundo: a fome.

    FACE B

    Porquê a Cafetaria?
    Porque é um local muito visitado, inclusivamente por pessoas que não acedem com tanta frequência ao Museu. Deste modo é possível potenciar os efeitos da campanha de sensibilização.

    Nota: Para a utilização de espaços alugados a terceiros, como neste caso a cafetaria, é necessário solicitar a autorização à respetiva gerência.

    9 º Passo:

    Plano de Comunicação

    Como o projeto procura alcançar o maior número de visitantes, foi estabelecido um plano de comunicação para reforço do projeto e de cada instalação em particular. Identificaram-seinstituições chave a contactar, o meio e o tipo de mensagem que se queria passar.

    Assim, nos dias anteriores à data escolhida para a instalação, criou-se no Facebook do projeto um teaser de apresentação da instalação.

    Facebook Connected for a Better World: Com um forte grau de utilização em Portugal, o Facebook é um meio de comunicação por excelência. Assim, e tendo por base a recolha e pesquisa feia anteriormente para o folheto, foi possível criar antecipadamente um registo de post que iria alimentar a página de Facebook do projeto.

    Media: É necessário compreender o impacto que a nossa instalação tem na agenda dos media. Apesar disso devemos insistir na elaboração e no envio de press releases para os media, sobretudo os locais.

    Email Flash: Para potenciar a divulgação da instalação foi criado um email flash contendo a imagem do cartaz, uma breve mensagem, informação sumária do projeto e financiadores.

    10º Passo

    Inauguração da instalação

    Convites: Deve-se reunir com os parceiros e coordenar os convites e a lista de quem se deseja presente na inauguração da instalação. É necessário registar o momento e, se possível, obter algumas declarações.

    Promoção

    Deve-se reunir com os parceiros e coordenar os convites e a lista de quem se deseja presente na inauguração da instalação.

    É necessário registar o momento e, se possível, obter algumas declarações.

    Avaliação

    Pontos postivos e negativos

    Postivos

    • A interatividade. A colocação das fotografias sobre um mapa permite ao visitante, ao testar os seus conhecimentos geográficos, ficar sensibilizado para as questões culturais e socioeconómicas dos povos (a partir das suas dietas)

    • A versatilidade de temas que podem ser abordados pelos serviços educativos

    • A possibilidade de ser utlizada individualmente ou por um grupo de visitantes

    • Mobilidade. A estrutura assente em rodas permite que a instalação possa ser facilmente deslocável.

    Negativos

    • A fragilidade das fotografias/íman obriga a uma maior manutenção
    • A chamada à ação passa despercebida na parte inferior da estrutura

    Feedback dos visitantes

    • Entre os aspetos positivos destacaram a estrutura; a relevância, a clareza , a interatividade e versatilidade. De forma geral reconhecem que a instalação permite conhecer os países e as diferentes formas de alimentação. Como aspeto negativo abordaram o excesso de informação presente na estrutura e a pequena dimensão das fotografias.
    • Quando inquiridos sobre o que fariam de diferente mencionaram que colocariam as fotografias numa maior escala e que incluiriam alguns sons.

    Feedbacks amig@ crítico

    • Considera que é uma excelente ideia, mas que aumentaria a dimensão das fotos. Salienta ainda que teria colocado um desafio de reflexão.

    Links da Internet + outras fontes

    Nações Unidas : Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

    www.un.org/sustainabledevelopment/sustainable-development-goals/

    Peter Menzel: Hungry Planet Peter's Projection: An area accurate map

    www.menzelphoto.com/books/hp.php

    Peter's Projection: An area accurate map

    www.petersmap.com/

    Food and Agriculture Organization of the United Nations:

    www.fao.org/home/en/

    Programa Alimentar Mundial:

    www.wfp.org/

    The United Nations Development Programme (UNDP):

    www.undp.org/

    Zero Desperdício

    www.zerodesperdicio.pt

    REFOOD

    www.re-food.org

    Este website é cofinanciado pela União Europeia e apoiado pelo Camões - ICL. Os conteúdos deste website são da exclusiva responsabilidade dos parceiros do projeto Museu Mundial e não podem, em caso algum, ser considerado como expressão das posições da União Europeia.


     EU